sexta-feira, 28 de maio de 2010

Niver Thiago

Thiago,

O seu nascimento vai ficar marcado em minha memória para sempre, já se vão 28 anos e a lembrança das horas que antecederam a sua chegada estão vivas em minha mente.

Eu era apenas um rapazinho, e não tinha a menor idéia da experiência que estaria vivendo. Sua mãe estava muito nervosa e com medo de ir sozinha para maternidade com seu pai, o Geraldão na época tinha mania de Fittipaldi, precisava de alguém para acompanhá-lo , além de evitar que ele voltasse sozinho para casa após o parto , então fui escalado.

Naquela noite fui testemunha da emoção de um pai na chegada do primeiro filho, Geraldão estava incontrolável, fumava como uma chaminé, proferia varios palavrôes, tentava desesperado obter informações , ninguém o acalmava, e de repente ele explode com seu tinho Etinho no orelhão, é ai que surge a figura de uma pessoa , que passa a mão no ombro de seu pai e consegue acalmá-lo, era o motorista da ambulância, nos chama para fora da recepção e inicia um bate-papo contando os causos de sua profissão, Geraldão mais calmo aguarda por notícias, então o nosso amigo de última hora fura o bloqueio da maternidade e anuncia que oThiago tinha nascido ,passava bem e tinha dado trabalho para nascer, talvez pelo seu cabeção.

Não existia celular , seu pai entrou no carro e talvez tenha batido todos os recordes de velocidade , após várias bandalhas , contra-mãos, quebra-molas , etc.., chegamos a Guadalupe com a novidade, nascia mais um Guedes.

Thiago, alguns anos depois, vivi a mesma emoção com o nascimento do Gigio e da Giulia, é algo indescritível, é como fossemos realizar uma transfusão de amor, um amor que vai permanecer para eternidade.

Um feliz aniversário e votos que brevemente você esteja sentindo esta emoção,

Um beijo no coração,

Marcio.

Obs: Lembrando que o aniversariante chega nesta sexta ao Rio, e o churrasco será no sábado, em Maricá.

domingo, 23 de maio de 2010

Ao Murilo


Murilo,

Desculpe o atraso, sei que já passou o seu aniversário, mas como hoje temos o blog para deixar registrado na rede as nossas emoções e sentimentos, estou mandando uma imagem muito bacana,que me faz lembrar os dias que antecederam o seu nascimento.

Sempre falei como muito orgulho , da oportunidade que o papai me concedeu de dar o nome ao nosso mais novo irmãozinho, tinha talvez uns 4 aninhos e não vacilei, o nome deveria ser MURILO, grande ídolo da torcida do Flamengo, como podemos apreciar nesta linda charge do nosso saudoso rubro-negro Henfil .

Murilo, voce já nasceu rubro-negro, com a missão de pintar e vestir em vermelho preto a família Guedes.

Um beijo no coração,

Marcio

quinta-feira, 6 de maio de 2010

E ninguém cala....


O chororô do Mauro. Mesmo campeão, ele reclama, chora... Ele acusou a administração do blog de não escrever uma linha sequer sobre a vitória do Bosta, ops, Botafogo. Pensei com os meus botões: é mesmo, a família não é de flamenguistas, há alguns botafoguenses nela.... Mas os flamenguistas são maioria, a administração é flamenguista, então... Poxa, mas o Mauro é o irmão mais velho, o tio mais velho, e o padrinho da administradora do blog!
Então, decidi atender a este pedido! Publico a foto do time do Botafogo campeão carioca de 2010.
Mas deixo claro que isto só aconteceu porque hoje estou extremamente feliz - ontem, demonstramos a raça rubro-negra, a força de vontade de um time que, mesmo que perca nas quartas, comprovou pelo menos uma coisa: o nosso gordo é melhor que o deles.
Saudações.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nossos Velhos











Por Monica Guedes

Rio de Janeiro, 1º de maio de 2010

Ultimamente tenho pensado nos nossos velhos mais do que nunca. Não sei por que exatamente, talvez inconscientemente tente mantê-los sempre por perto. Ou talvez tenha despertado para nosso momento. Disto não tenho dúvida: este momento é nosso, desta família. A diferença é que cada um de nós o vive de uma forma diferente.
Fico me perguntando se todos vocês tem a mesma dificuldade que eu tenho de me afastar deles ao término dos dias de domingo. A vontade é ficar por lá e deixar que a segunda-feira se exploda. O que tem de tão importante nas segundas-feiras? Reuniões? Compromissos? Para quê segunda-feira sem eles? Como seriam nossas segundas-feiras se não fossem eles?
Estes dois são incríveis: duas figuraças. Sempre me lembro de quando depois da festa do último aniversário da Beth cheguei a casa deles por volta de 1 hora da madrugada e os encontrei sentados no sofá com o Márcio e a Rosana contando histórias engraçadíssimas do passado com uma lucidez absurda. Estavam tão bem, tão leves e divertidos, que poderíamos ficar ali até de manhã sem ver o tempo passar. Depois deste dia papai começou a piorar gradativamente até que passou mal em uma segunda-feira. Sempre esta droga de segunda-feira. Minha sorte foi que naquela segunda-feira fiquei com eles. Tá certo que foi um tempo na UPA tentando convencê-lo a tomar a medicação endovenosa, fazer o RX, contar a verdade para o médico, mas não importa. Naquele dia mandei as favas o restante do mundo. Aquela segunda-feira foi uma merda, mas tudo bem, estávamos juntos...
Pensando nisto me lembrei de um texto da Martha Medeiros (incrível, um texto dela que preste!) que define bem este momento que vivemos e gostaria de compartilhá-lo com vocês.
Aí vai:


Nossos Velhos - Martha Medeiros

Pais heróis e mães heroínas do lar
Passamos boa parte de nossa existência cultivando estes estereótipos
Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça
A heroína do lar começa a ter dificuldades de concluir as frases e dá de implicar com a empregada.
O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
Envelheceram...
Nossos pais envelhecem!!!
Ninguém havia nos preparado para isto
Um dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que para isso recorram a uma chantagenzinha emocional
Tem tanta quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo que o médico proibiu
Estão com manchas na pele
Ficam tristes de repente
Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida
É complicado aceitar que nossos heróis e heroínas já não estão no controle da situação
Estão frágeis e um pouco esquecido e tem esse direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina
Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo
Ficamos irritados e algumas vezes chegamos a gritar se eles se atrapalham com o celular ou outro equipamento e ainda não temos paciência para ouvir pela milésima vez a mesma história que contam como se acabassem de tê-la vivido
Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis
Provocamos discussões inúteis e nos enervamos com nossa insistência para que tudo seja como sempre foi
Essa nossa intolerância só pode ser medo
Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos
Com todas as nossas irritações e falta de paciência, só provocamos mais tristeza àqueles que um dia só procuraram nos dar alegrias
Por que não conseguimos ser um pouco do que eles foram para nós?
Quantas noites estes heróis e heroínas passaram ao lado de nossa cama, medicando, cuidando e medindo febres!!
E nós ficamos irritados quando eles se esquecem de tomar seus remédios, e ao brigar com eles, os deixamos chorando, tal qual crianças que fomos um dia
É uma enrascada essa tal de passagem do tempo
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar a etapa dos outros
Ainda mais quando os outros são nossos alicerces, aqueles para quem sempre podemos voltar e sabemos que estarão com seus braços abertos, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós...