Poderia ser só
mais um churrasco de aniversário do Geraldo, mas foi muito mais. Houve a
inauguração de uma nova arena brasileira para os jogos sempre disputados da Copa Guedes de botão. A nova arena, de
grandes dimensões, segue os padrões FIFA e dá total conforto aos torcedores e jogadores.
Mas também foi a primeira vez que a disputa se deu em dois estádios diferentes.
Além da nova arena, a mítica Bombonera do botão, apesar de mais velhinha,
roubou a atenção nos principais jogos do dia.
Já começando
cedo o churrasco e as polêmicas, a seleção portuguesa ficou de fora do sorteio
dos grupos devido ao atraso de seu representante e treinador Afonso Mourinho. Porém
ficou no ar a hipótese do próximo torneio ser realizado em solo português, com
a participação da seleção da casa que promete atropelar os adversários. Quanto
ao sorteio, mais polêmica. Parte dos participantes preferia um sorteio
dirigido, com os cabeças de chave divididos por grupo, porém, outra parte,
comandada pelo Leandro, que cada vez parece mais com a seleção uruguaia (é até perigoso
dentro de campo, mas não ganha nada há muito tempo e agora se conforma apenas
em catimbar desde o pré-jogo), preferiu e executou um sorteio totalmente aleatório
no qual formaram-se um grupo “da morte” e outro “de morte” (créditos da frase para
o Marcelo). O grupo das babas tinha o Marcio (que costuma dar sorte nesses sorteios), o Marinho
(que era o último campeão), Geraldo (que jogava em casa, mas isso não muda
muito pra ele), o Emerson (tentando se redimir da pífia estreia no último
campeonato) e os estreantes Rodrigo e Derek.
Alegria do Márcio durante sorteio
A verdade é que, por imposição do Geraldão(
dono da casa e da festa também), alegando “problemas de coluna”, os jogos desse
grupo, apesar do baixo nível técnico, foram todos realizados na nova
arena, o que acabou gerando revolta dos
assinantes do pay-per-view PFBC (Première
Futebol de Botão Clube), que, inconformados pelo show de horrores que marcaram
algumas partidas, se organizaram e programaram uma passeata em protesto até o
local dos jogos. Felizmente o PM Rafael,
namorado da Suelen, comandou o trabalho da polícia e impediu a invasão do
estádio, ocorrendo tudo pacificamente.
Quanto aos jogos desse grupo, além dos
tenebrosos embates entre Geraldo, Rodrigo, Derek e Emerson (6 empates, sendo
apenas 2 gols marcados), foram dignos de
nota um gol fantasma do Derek no jogo contra o Rodrigo ( o torcedor não viu, o
adversário e o árbitro também não, afinal o jogo foi 0 a 0), a vitória do
Marinho sobre o Márcio (resultado que está se tornando comum) e o incrível
empate em 2 a 2 entre o Marinho e o Derek. Sim, o Derek conseguiu um ponto em
um jogo sem ser contra as outras babas. Acho que ele já pode ser considerado
uma Nova Zelândia, o time melhorzinho da Oceania. O Geraldo, Emerson e Rodrigo,
por consequência seriam o Taiti, Samoa e Tonga. Dessa maneira, se
classificaram, nessa ordem, Marinho, Marcio, Derek e Rodrigo. Parabéns pro
Rodrigo pela classificação e principalmente pela coragem em encarar o desafio,
mostrando porque é um guerreiro das forças armadas do Brasil. O Geraldo
foi eliminado por ter 2 WOs já que
apresentava-se sem condições de jogo segundo laudo assinado pela Marcelina e
Daniela. O Geraldo não concordou e rasgou a súmula dos jogos do grupo, podendo
ir a julgamento. O Emerson foi só mais um tumultuador porque dentro de campo
teve novamente péssimas atuações provando que as histórias que conta de que era
campeão em Rocha Miranda não passam de imaginação.
O grupo da
morte tinha o Marcelo, Mauro (o Baixinho), Leandro (o feitiço contra o
feiticeiro), Gigio, Murilo e Manel. O Baixinho, disposto a retomar seus tempos
de glória, e vindo de uma pré-temporada de treinamento intenso, começou a todo
vapor com uma vitória de 2 a 0 sobre o Gigio. O Murilo já não engana mais
ninguém. É aquele tipo de seleção Asiática que já não é mais boba. Como a
seleção japonesa, ainda não consegue ser campeão, mas é capaz de fazer bons
jogos e ter regularidade como nas 2 vitórias seguidas sobre Leandro e Mauro que
o deixaram em posição tranquila, terminando em 3° lugar no grupo. O Marcelo é a
Holanda do botão. Futebol envolvente, toque de bola, muitos gols. Foi o líder
do grupo, tendo perdido apenas para o Gigio. O Gigio, após a derrota na estreia,
seguiu a velha tática argentina de mandar todos os seus jogos no estádio
acanhado, com apoio da torcida, e aproveitou bem a sequencia de partidas.
Venceu o Leandro (a seleção uruguaia), que não suportou a pressão do campo
argentino e acusou o árbitro de ser “caseiro” e ter prejudicado sua equipe (o
Leandro anda reclamando mais que jogando), venceu o Marcelo e logo em seguida
goleou o Murilo (que reclamou da falta de ritmo de seus jogadores). Na última rodada perdeu pro Manel, que como
sempre demonstra seu estilo de seleção africana, capaz de fazer um grande jogo
de vez em quando, mas sem nenhuma regularidade, terminando em último do grupo.
O Baixinho, que começara o torneio a todo vapor, não conseguiu manter o ritmo e acabou se complicando no grupo,
passando a depender, na última rodada, de uma vitória do Marcelo sobre o
Leandro para se classificar em 4°Lugar. Nesse jogo, o Baixinho era o grande torcedor
do Marcelo, oferecendo mala branca (uma chuteira) pela vitória do irmão, mas
acabou se irritando com a catimba do Leandro que fez de tudo pra segurar o
empate e a vaga nas quartas. No fim, no último lance da partida, o Marcelo
acertou um chute fazendo 1 a 0, garantindo o 1° lugar do grupo, eliminando o
Leandro e deixando o Baixinho classificado em 4°lugar.
Os jogos de quartas de final foram Marcelo 5x0
Rodrigo, Gigio 4x0 Derek, Marcio 3x2 Murilo (num jogo emocionante) e o Baixinho
avançou à semifinal com um WO do Marinho. E é na etapa semifinal que ocorre a
maior das polêmicas. Segundo seus cálculos, o Baixinho achava que não deveria
enfrentar o Gigio na semi, porém, seguindo o regulamento FIFA de competições
internacionais, os confrontos de semifinal deveriam ser Marcio x Marcelo e
Gigio x Mauro. A Federação não acatou o pedido do Baixinho e tentou dar
prosseguimento à competição, causando uma grande confusão que só terminou
quando, finalmente, o Baixinho permitiu que seus jogadores fossem a campo
contra o Gigio. E quando você tenta descobrir a qual seleção o Baixinho se
parece, você não encontra a resposta. O Baixinho é o Botafogo e o Botafogo é o
Baixinho, sem mais. Os anos de glória seguidos dos atuais sem glória, o chororô
de sempre, tudo se mistura nessa relação Mauro-Botafogo. A partida contra o
Gigio terminou empatada em 1 a 1 e, nos pênaltis, com presença do Arthurzinho,
que deu sorte para o padrinho, o Gigio venceu por 1 a 0 se classificando pra
final. Na outra semi, o Marcelo honrando seu nome de Holanda do botão, caiu de
rendimento na hora H e foi eliminado pelo Marcio que chegou à final. Na final,
o Gigio mais uma vez exigiu que a partida fosse realizada na Bombonera do botão,
deixando de lado a nova Arena, e acabou levando o título com um seguro 2 a 1. É
o primeiro campeão do reformulado circuito de botão de Guadalupe, que terá
novas etapas nos próximos meses. Segundo fontes confiáveis, houve nova
discussão protagonizada pelo Baixinho após o fim do campeonato, não se
conformando com mais um torneio sem chegar à final. Dizem também que uma das súmulas,
que havia sumido, reapareceu no bolso do Baixinho após o fim da competição,
para provar que o Marcio estava errado, mas não obteve êxito.
A Paleta, encerrando
mais uma cobertura, agradece o apoio da
jornalista convidada do Diário
Esportivo “La Pelota”, Daniela Guedes, que ajudou na cobertura e transmissão
diretamente para Manaus (pra casa do Thiago, que quando voltar pro Rio vai ter
que correr atrás desses pontos). O
primeiro campeonato da temporada, mostrou como o circuito será disputado pois, com
o novo ranking, todos irão lutar pela liderança. A Paleta despede-se
contrariando a frase célebre do famoso Barão de Coubertin , pois no Jogo de
Botão da Família Guedes, o importante não é competir e sim vencer , seja do
jeito que for, um forte abraço a todos e até a próxima batalha.
Casal anfitrião
Giovanni Vilardo Cerqueira Guedes
Marcio Cerqueira Guedes
Rubro Negros e Jogadores de
Botão



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